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biografia

Augusto Carvalho é mineiro de Patos de Minas e mudou-se para Brasília em 1972, não deixando para trás suas raízes paturebas. Como contemporâneos seus, Augusto chegou à nova Capital Federal em busca de novos horizontes e oportunidades para ampliar as possibilidades de um futuro melhor.

Em Brasília, iniciou a vida acadêmica na Universidade de Brasília, onde cursou Sociologia e, sendo aprovado em concurso público, tomou posse como servidor do Banco do Brasil. A Universidade e o grande banco nacional representaram o ponto de partida para uma nova empreitada em sua vida. Mais que isso, no aspecto social, encontrou companheiros de jornada com os quais lutaria por uma sociedade justa e fraterna e por melhores condições de vida para os que somente têm a força de trabalho para a própria subsistência.

Esse sentimento de melhoria da qualidade de vida para os menos favorecidos e o contexto histórico de ausência completa de democracia fizeram com que Augusto Carvalho participasse de movimentos estudantis. Numa luta continuada pela restauração da democracia em nosso país, enfrentava o arbítrio e a repressão do regime ditatorial, em especial, os anos de chumbo (e de dor, e de sangue) do Governo Médici. Augusto se une a alguns outros jovens combatentes pela liberdade, e organizam o Partido Comunista Brasileiro em Brasília.

Em 1974, Augusto encabeçou a primeira chapa de oposição no Sindicato dos Bancários, contrariamente à situação à época, que era notoriamente submetida ao governo antidemocrático. Esse cenário carecia de mudanças urgentes. A chapa foi eleita em 1980 e reeleita em 1983, tornando Augusto Carvalho Presidente do Sindicato dos Bancários nesse período, depois de muita luta. Todo o esforço valeu a pena, visto que bancários, intelectuais, jornalistas, militantes políticos que viveram esse período em Brasília afirmam ter gozado um tempo de memoráveis conquistas para a classe trabalhadora e respeito à diversidade de concepções políticas e religiosas. Há que se registrar a famosa Greve Nacional dos Bancários de 1985, que parou o país por três dias, sem nenhuma ocorrência de violência, sendo Augusto um de seus líderes, primando pela ordem no movimento grevista.

Ainda em 1985, derrotada a ditadura no Colégio Eleitoral, o Presidente Sarney convoca a Assembleia Nacional Constituinte, e Augusto decide licenciar-se do Sindicato para concorrer à Câmara Federal, no contexto em que Brasília acabava de conquistar sua autonomia política e passava a ter representantes eleitos pelo povo para o Congresso Nacional.

Essa foi uma eleição consagradora, com a terceira maior votação entre todos os candidatos, levando-se em conta, antes de mais nada, que, à míngua de recursos, Augusto somente se pôde valer da ação voluntária, espontânea, dos bancários, conterrâneos, militantes e amigos que, conhecendo seus princípios e sua atuação na liderança das lutas dos trabalhadores, entenderam necessário tê-lo como representante do povo no Parlamento.

Era, então, a Assembleia Constituinte, quando, diante da ação parlamentar de Augusto, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, o DIAP, concedeu-lhe a nota dez, elevando-o à posição dos melhores constituintes.

Foi de profunda relevância a participação do Constituinte Augusto Carvalho, como, por exemplo, quando inseriu os trabalhadores rurais no artigo 7º da Carta da República de 88, onde se definiriam apenas os direitos dos trabalhadores urbanos. Até os dias atuais é pauta recorrente a causa dos trabalhadores rurais e a agricultura sustentável.

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